Reciclagem de coco verde

O coco verde é um dos orgulhos da fruticultura nacional. São 2 bilhões de frutos produzidos por ano. E a água de coco - isotônico natural e repositório energético de excelente qualidade - seria a bebida perfeita, não fosse o grave problema ambiental causado pelo descarte inadequado da embalagem. São 240 mil toneladas de cascas de coco por ano, lançadas em aterros de lixo e principalmente em vazadouros clandestinos. As cascas, quando jogadas sem nenhum tipo de tratamento em aterros sanitários ou lixões, levam em média dez anos para serem decompostas. Servem de abrigo para animais como ratos e favorecem, por exemplo, a reprodução de insetos, como o mosquito da dengue. Uma saída para essa situação pode ser a reciclagem. Mas, além da água e da poupa, a casca do coco também tem utilidade. É matéria-prima para aproximadamente 45 produtos. A partir do pó e da fibra da casca de coco, começa a ganhar escala no país a produção de xaxim(uma alternativa, visto que foi proibido legalmente (2001), segundo resolução da CONAMA), isolantes térmicos e acústicos, substrato para plantas, entre outros. O negócio gera emprego e renda, além de resolver o problema do descarte inadequado. A tecnologia de aproveitamento dos resíduos do coqueiro tem grande valor para a preservação ambiental, tanto pela utilização de matéria-prima infinita e renovável como pela redução da poluição atmosférica oriunda da queima desses resíduos e, a redução do volume de lixo depositado no meio ambiente. Quanto ao impacto social, o processamento dessa matéria prima poderá se constituir em uma nova fonte de emprego e renda, desde a fase de coleta até a sua utilização na agricultura e, poderá contribuir com a saúde pública pela redução dos focos de multiplicação de insetos vetores de doenças.

A RECICLAGEM

Uma tecnologia que vem sendo desenvolvida em pelo menos 12 estados do país, aproveita a casca do coco para a produção de fibras vegetais, que podem ser usadas na fabricação de estofados de automóveis, vasos de xaxim e coberturas para a proteção do solo. A casca do coco reaproveitada também serve para produzir um tipo de pó que ajuda no desenvolvimento de plantas cultivadas em vasos e que pode ainda substituir a terra em plantações. A partir do processo de reciclagem do coco, tem-se a chamada fibra. O processo consiste, basicamente, no recolhimento, armazenagem, trituração, secagem e separação da fibra da entrefibra. A produção de pó e fibra da casca de coco verde é constituída basicamente de três etapas:

  • Trituração
  • Prensagem
  • Seleção
  • Após o processamento obtém-se o pó e a fibra da casca de coco verde com um rendimento sobre a matéria prima de 15% e 7,5% respectivamente. Basicamente, faz-se uma trituração da casca, em seguida esta é prensada para a extração do excesso de umidade. Isso porque a casca do coco tem cerca de 80% de umidade. Então, extrai-se esse excesso de umidade da casca e junto com ela parte dos sais cristalinos, que são diluídos nessa fase líquida. Depois é feita uma classificação, em que o pó sai de um lado da máquina e do outro, a fibra. Em seguida, é feito algum trabalho de compostagem sobre o pó para a utilização de substrato agrícola e a fibra é simplesmente seca e enfardada.

    No Brasil, existem fábricas de reaproveitamento da casca do coco no Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Cada uma delas é capaz de processar até 16 toneladas de casca de coco por dia. Um mercado que gera lucro.

    BENEFÍCIOS

    A rentabilidade de uma unidade dessa é bem satisfatória. Hoje em dia, a matéria-prima, que é a casca de coco, chega à unidade só com o custo do transporte e o produto gerado tem um valor agregado razoável. Segundo a Embrapa, a partir de 5 mil cocos processados, cobre-se as despesas e inicia-se o lucro - 5% deste total vira fibra, outros 15% viram substratos (pó). Com a venda desses dois produtos, fibra e pó, fatura-se cerca de R$ 1 mil , sendo que R$ 200, em média, como lucro.

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